Joaquim Simões Palheira, para mim e desde de pequeno o meu amigo Joaquim Escaleta é lembrado como alguém que não passou apenas pela sua terra — ficou nela. Tornou‑se parte da vida de Pedrógão Grande, presente nas conversas, nas associações, nos jogos de futebol, na música que une as pessoas. Era um homem que não fugia às responsabilidades nem ao debate; acreditava que servir a comunidade implicava coragem, escolhas difíceis e uma entrega constante.
No associativismo e no desporto, deixou marcas profundas. Via no futebol uma escola de vida, um lugar onde se aprende a crescer e a pertencer. A sua dedicação ajudou a formar jovens, a criar estruturas e a dar força ao desporto local.
Na música, reconhecia a alma da terra. A Filarmónica Pedroguense encontrou nele alguém que sabia que uma banda é mais do que notas — é memória, identidade e continuidade. Defendeu‑a como quem protege um património afetivo.
Na política local, participou com frontalidade e proximidade, sempre atento às pessoas reais e aos seus desafios. Para ele, a política era serviço, imperfeito mas necessário.
Recordá‑lo é reconhecer um percurso feito de entrega, humanidade e coragem. É afirmar que uma comunidade cresce graças a quem se envolve, a quem ousa deixar marcas que o tempo não apaga.